sexta-feira, 17 de abril de 2015

Inutilidade Pública: Uma noite, uma página em branco e um coração em tinta.

Am ... o que? Já é sexta-feira?
Olá pessoas e pessoas desse nosso amado e maravilhoso Blog, sinto dize-los mas por hora o Pinguim se manterá ausente, quero dizer, sou o Pinguim mas n sou o Pinguim, quero dizer, quem vos escreve esse artigo é o Pinguim, mas não o Pinguim e sim aquele que é o Pinguim quando não é o Pinguim, meio confuso isso não é, mas tentarei explicar.

Para os meus queridos leitores, digo, aos queridos leitores do Pinguim peço desculpas se talvez eu não tenha a mesma personalidade na escrita ou a sensibilidade exteriorizada que emana ante as palavras do meu camarada, sinto decepcioná-los mas ele se manterá ausente, claro que apesar da forma intensa e direta que ele vos tratava, no fundo aquele cara adora fazer o que faz e claro, ele n se daria o trabalho de fazer algo para pessoas que não tivesse importância para ele, ou seja, claro que vocês eram muito importantes para ele. Para exemplificar melhor o que acontece, vou lhes contar uma historinha, não tão fantástica quanto a do Pinguim, mas tão entendível quanto.

Era uma vez um cacto, quando ele era pequeno e soltava suas primeiras ramas, muitos não o viam como uma planta cultivável, era uma plantinha simples, não tinha atrativos e ainda era coberta de espinhos. “Essa planta é muito perigosa”, dizia uns, “é algo sem beleza e pode machucar as pessoas”, diziam outros e por conta disso, o cacto não era regado e nem uma outra planta era cultivada perto dele, ele ainda era muito pequeno e não entendia direito o que acontecia. Todos os dias ele acordava e de longe admirava as outras plantas, tinham de todos os tipos, algumas de longas folhas, outras produziam frutos e tinham ainda outras que exalavam um perfume maravilhoso, mas dentre essas qualidades observáveis, a que mais chamava a tenção do cacto eram as flores que nasciam das outras plantas, todos os dias ele acordava e ficava ansioso para poder admirar todas aquelas cores abraçadas pelo sol, no fundo o pequeno cacto não via a hora de também soltar suas flores, ele se perguntava como elas seriam, que cores elas teriam, que tipo de perfume elas produziriam e quanto a folhas, será que suas folhas seriam longas, será que produziria sombra?

Depois de alguns anos, o jardim estava cada vez mais florido, as plantas estavam maiores, e o mais legal é que as plantas eram tão lindas que chamava a tenção não só dos humanos mas também eram atrativo para outros animais e insetos, vendo todas essas coisas acontecendo, o cacto começou a notar que havia algo errado, ele já estava grande e dele não havia saído nem uma folha, pelo contrário, mais e mais ramas espinhosas surgiam, não havia flores, não havia sombra, o cacto começou a perceber que mesmo as plantas mais belas o viam como um estranho, “ora se nem os humanos gostas dele, porque temos que gostar” diziam as outras plantas. O cacto havia percebido que ele não era como as outras plantas, apesar de também ser uma planta ele apresentava diferenças, havia coisas nele que nas plantas próximas não existiam, “será que sou uma planta defeituosa” se perguntava o cacto.

Anos mais tarde o cacto havia se tornado um adulto, muita coisa havia acontecido, algumas plantas já não o recriminava, muito pelo contrário, novas plantas haviam sido plantadas no jardim e algumas delas fizeram dele um companheiro de bate papo, ele mantinha uma certa distância, sabia do perigo de seus espinhos e não queria que nem uma de suas amigas plantas fossem espetadas por ele, algumas plantas ainda o achava perigoso, outras que ele colocara os espinhos de propósito para se achar mais forte, mas no fundo, o cacto e apenas o cacto só não queria machucar as outras plantas.

E o cacto produziu uma flor, era uma manhã ensolarada e quando a viu brotar de uma de suas ramas se sentiu a planta mais feliz do pomar, ele estava alegre, entusiasmado e quis mostrar para as plantas, que o acolheu como um companheiro, que ele não era tão diferente quanto eles, as outras plantas ainda estavam adormecidas, ele acreditava que aquela pequena flor que brotara dele, tornaria o grupo mais unido e ele não seria tido como uma planta estranha.

Uma humana se aproxima do cacto, ele não sabia como reagir, os humanos nunca se aproximavam, mas aquela humana havia se encantado com a flor, “mas essa é a flor mais linda que eu já vi” suspirava a humana, o cacto se encheu de tamanha alegria que resolveu ser gentil com a humana, ele a oferece sua única flor, mesmo que seus amigos não vejam a flor, mesmo que as outras plantas não vejam que ele também produz flor ele quis ser útil ao menos uma vez. O que o cacto não sabia é que sua bela flor se desfragmentaria e se tornaria uma armadilha espinhosa na mão da humana que agonizava sendo perfurada pelas pequenas agulhas, as outras plantas, que antes estavam adormecidas, acordaram assustadas vendo a humana com as mãos cheias de espinhos. “O que você fez?” Perguntava uma planta, “você é um perigo para nós”, dizia uma outra, “vai nos trazer problemas” baforava outra, e toda aquela alegria que o cacto havia sentido se desfez em flor.

O cacto sentiu em suas estruturas o significado da frase “o mal deve ser cortado pela raiz”, era isso que ele pensava a cada momento que o jardineiro arrancava fora suas ramas, ele havia crescido, estava grande demais, representava perigo para as outras plantas.

E assim termina a nossa história, o cacto não foi arrancado por completo, mas está podado, sem flores e sem seus espinhos.

Quis trazer uma indicação, mas acho que por hora, melhor deixar uma reflexão para vocês queridos leitores do Pinguim e meu prováveis futuros leitores, não sou tão bom quanto ele para contar histórias, mas acho que sei faze-las ser entendidas.

Fico grato por estarem lendo mais um post, mesmo sabendo que é do Pinguim que não é o Pinguim mas é o que é o Pinguim quando não é o Pinguim, espero vocês na próxima semana.

Até lá. 

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