segunda-feira, 6 de abril de 2015

Na estante: 37.960 dias e a Reunião dos Deuses/Astronautas

Resolvi fugir um pouco do clichê de comentar livros que provavelmente estão na estante de vocês e falar sobre esse que gerou polêmica e por pouco que seja ainda é assunto em muitas rodas científicas.



Os especialistas do ramo não o levarão a sério ou o colocarão na lista negra das obras que melhor seria não mencionar.”


Bom, como não sou especialista, vou falar dele sim. (kkkk). Escrito por Erich Anton Paul Von Dãniken, um suíço, e lançado em 1968/70 virou um Best-seller mundial pelas indagações abordadas pelo autor sobre o universo. Hoje não tem como precisar em qual edição está; para escrever esse post eu cheguei a 53° edição, e podemos dizer que um pouco ultrapassado pelo avanço da ciência e suas descobertas; mas mesmo assim não deixou de ser um livro polêmico e bem avançado pra época ao qual foi publicado.

Em doze capítulos Erich levanta 323 indagações desafiando campos da antropologia, história, ciência, religião (criação do mundo/universo/seres) dentre outros campos específicos. Para situá-los melhor das indagações feitas, fiz uma lista com algumas delas (e não irei aqui comentar o que acho/penso sobre elas, deixarei isso a cargo de vocês decidirem acreditar ou não):
·   Segundo nosso autor existem 180 milhões de planetas capazes de manter vida, e mesmo que não sejam todos, se a cada centena deles 1 obtivesse tal capacidade, ainda teríamos 1.800.000 planetas com seres vivos. Só na nossa Via Láctea existiriam 18.000 planetas com vida inteligente semelhante a nossa.

·   O Universo situa entre oito e doze bilhões de anos, comprovado cientificamente, a crosta terrestre foram formadas a 4 milhões de anos; dentro disso se considerarmos que levamos 400.000 para atingir nosso estágio biológico atual (lembrando da época de lançamento do livro), o que seriam 7.000 anos de história humana comparada aos milhões do Universo?

· Ainda nesse campo levanta a hipótese e lança idéias revolucionárias, ao dizer que acredita que num período passado esteve aqui uma raça superior a que já existia no planeta e que essa por sua vez inseminou o DNA para que a evolução humana acontecesse de forma mais rápida.

·   Abordam indagações sobre a veracidade ou não de lendas, história, mitologia e crônicas antigas onde havia aparições, criaturas místicas, explosões no céu, aparições e visões inexplicáveis. Matematicamente ele demonstra cálculos dos povos, maias criadores do nosso calendário onde dividindo os dias de Vênus, Lua e Sol todos dão um único número: 37.960 e afirma ainda que nesse dia na coincidência de todos os ciclos os “Deuses” se reuniriam numa “grande Praça de Repouso”.

· Ainda não deixando de citar as pirâmides, stonehenge e outros temas que já são especulados e estudados pela ciências e pelos místicos.


Poderia ficar aqui citando diversos temas em que ele aborda no livro, mas talvez perdessem a graça de ler se o fizesse. Erich afirma que para a elaboração desse livro, foram anos de estudo e pesquisas, portanto nenhum tema abordado é apenas especulativo. A quem o acuse de falsário e a quem acredite veemente em suas afirmações e propõe a estudar a veracidade dos fatos, a quem diz que o livro não explica nada, só sugere; outros dizem que há explicações. Enfim, como podem perceber é bem polêmico e acredito que a decisão de acreditar ou não vai de cada um. Na apresentação do livro o professor Flávio A. Pereira afirma:
Mas quem não sabe que a Ciência oficial, vez por outra, tem criado obstáculos ao progresso científico? Quem não aprendeu que Galileu foi condenado? Édison apedrejado? Ford combatido? Santos Dumont menosprezado? Von Braun excomungado? Mendei marginalizado?... O Congresso da Sociedade para O Progresso da Ciência não chegou a declarar, em 1897, que o bisão desenhado na caverna de Mouthe, descrito pelo ilustre Emile Riviére, havia sido desenhado fraudulentamente pelo rapazelho dordonhês que descobriu a gruta?...”

 Então “condenado, apedrejado, menosprezado” ou não Erich levantou seus pensamentos e apresentou-o ao mundo de forma a revolucionar talvez uma idéia não comprovada. Acreditar, a decisão é somente de cada um, mas julgar só se tivermos prova.
Flávio ainda incita: “Não leia, o leitor, este livro, como se fora mais uma ficção científica.”

E então: “Seriam Deuses os Astronautas?”

·         Curiosidade:  Erich na época de elaboração do livro foi preso por falsificar registros de um hotel onde trabalhava parte do livro e estudos, foram feitos na cadeia e foi publicado na mesma época do julgamento de Erich.

Até mais Bípedes!

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